Natália Silva é desafiada por canadense após vitória no UFC Edmonton; revanche pode valer cinturão

Campeã peso-mosca do UFC, Natália Silva foi desafiada por Jasmine Jasudavicius após a canadense vencer Erin Blanchfield por decisão unânime no UFC Edmonton. Jasmine quer uma revanche da derrota sofrida em 2022, agora com o cinturão em disputa. Entenda o resultado, o papel do grappling e a possibilidade do novo confronto.

Natália Silva no UFC voltou ao centro das atenções após a vitória de Jasmine Jasudavicius sobre Erin Blanchfield, no sábado (17), em Edmonton, no Canadá. A canadense venceu por decisão unânime, desafiou a atual campeã peso-mosca e pediu uma revanche da luta que perdeu para a brasileira em junho de 2022.

A campeã brasileira Natália Silva foi desafiada após o UFC Edmonton, realizado no sábado (17 de outubro), no Canadá. Depois de derrotar Erin Blanchfield por decisão unânime, Jasmine Jasudavicius aproveitou a repercussão de sua vitória para pedir uma revanche contra a atual detentora do cinturão peso-mosca feminino.

A canadense venceu uma das principais competidoras da divisão com três cartões de 29 a 28, em uma apresentação marcada pelo domínio no grappling durante os dois primeiros rounds.

O resultado colocou Jasmine em evidência na disputa por uma oportunidade de título e reacendeu uma rivalidade iniciada em junho de 2022, quando Natália Silva venceu a canadense em sua estreia no UFC.

Quatro anos depois, o cenário é diferente. A brasileira conquistou o cinturão peso-mosca no início de outubro de 2026 e se estabeleceu entre as grandes estrelas da categoria.

Jasmine, por sua vez, tenta transformar a vitória sobre Blanchfield em uma oportunidade de disputar o título mundial.

A revanche ainda não foi anunciada oficialmente pelo UFC.

Jasmine Jasudavicius surpreende Erin Blanchfield no UFC Edmonton

A vitória de Jasmine Jasudavicius aconteceu no coevento principal do UFC Edmonton, realizado em 17 de outubro, no Rogers Place, em Edmonton, no Canadá.

Diante da norte-americana Erin Blanchfield, conhecida pela eficiência no Jiu-Jitsu e no wrestling, Jasmine apresentou uma estratégia baseada em pressão física, quedas e controle posicional.

Nos dois primeiros rounds, a canadense conseguiu impor seu jogo, neutralizando parte das iniciativas ofensivas de Blanchfield.

Em diferentes momentos, Jasmine utilizou posições dominantes no solo para limitar a movimentação da adversária e controlar o ritmo da luta.

Blanchfield reagiu no terceiro round, mas não conseguiu reverter a desvantagem construída anteriormente.

Ao final dos 15 minutos, os três jurados apontaram vitória de Jasudavicius por 29 a 28.

Resultado oficial: Jasmine Jasudavicius venceu Erin Blanchfield por decisão unânime (29-28, 29-28 e 29-28).

O triunfo foi especialmente relevante por acontecer diante de uma adversária considerada uma das principais especialistas em grappling da divisão peso-mosca.

Grappling foi decisivo para a vitória da canadense

Para o público do Jiu-Jitsu, o aspecto mais interessante do confronto esteve na maneira como Jasmine Jasudavicius utilizou o jogo de chão.

Erin Blanchfield construiu boa parte de sua reputação no MMA pela capacidade de aplicar quedas, controlar posições e buscar finalizações.

Entretanto, diante de Jasmine, encontrou uma adversária fisicamente forte e preparada para disputar essas mesmas situações.

A canadense conseguiu trabalhar por cima, controlar as movimentações e reduzir o espaço para que Blanchfield desenvolvesse seu jogo ofensivo.

O controle posicional foi um dos fatores mais importantes para a vitória.

No MMA, conquistar uma posição dominante não garante automaticamente a pontuação de um round. Os critérios de julgamento priorizam o impacto efetivo de golpes e grappling, incluindo ataques que aproximem o atleta de uma finalização ou provoquem danos relevantes.

Ainda assim, o domínio territorial e a capacidade de neutralizar as iniciativas adversárias podem influenciar o desenvolvimento do combate e gerar oportunidades ofensivas.

Jasmine conseguiu combinar esses elementos para construir uma vantagem nos dois primeiros rounds.

A apresentação reforçou a importância do wrestling e do Jiu-Jitsu em confrontos de alto nível no MMA feminino.

Canadense desafia Natália Silva e pede revanche pelo cinturão

Depois da vitória, Jasmine Jasudavicius deixou claro que pretende disputar o título mundial.

Seu principal alvo é Natália Silva, brasileira que conquistou recentemente o cinturão peso-mosca do UFC.

A canadense considera que a vitória sobre Blanchfield fortalece sua candidatura a desafiante e acredita que uma segunda luta contra a brasileira faria sentido esportivamente.

O interesse na revanche não surgiu apenas depois do resultado em Edmonton.

Na sexta-feira (16), antes mesmo de enfrentar Blanchfield, Jasmine já havia declarado em entrevista ao site oficial do UFC que gostaria de ter outra oportunidade contra Natália.

Após superar a norte-americana, voltou a defender a realização do confronto.

Segundo reportagem publicada pela Ag. Fight em 18 de outubro, Jasmine também mencionou janeiro de 2027 como uma possibilidade para o reencontro.

A data, entretanto, representa um desejo da atleta e não uma programação confirmada pelo Ultimate.

Natália Silva venceu Jasmine na estreia pelo UFC em 2022

A história entre as duas começou em 18 de junho de 2022, durante o UFC Austin, nos Estados Unidos.

Na ocasião, Natália Silva fazia sua primeira apresentação no Ultimate após um período de afastamento das competições.

Jasmine Jasudavicius foi sua adversária de estreia.

A brasileira surpreendeu pela velocidade, movimentação e precisão na trocação, utilizando combinações de socos e chutes para administrar a distância.

Sempre que a canadense tentou aproximar o confronto e explorar o clinch, Natália encontrou maneiras de defender as investidas ou recuperar posições favoráveis.

A superioridade da brasileira ficou evidente nos cartões dos jurados.

Natália Silva venceu Jasmine Jasudavicius por decisão unânime, com parciais de 30-26, 30-27 e 30-27.

O resultado representou o início de uma trajetória de destaque no UFC.

Para Jasmine, a derrota se tornou uma referência importante na evolução de sua carreira.

Agora, mais experiente e depois de vencer uma adversária relevante da categoria, a canadense acredita ter condições de oferecer um desafio diferente.

Natália Silva chega ao momento mais importante da carreira

Natural de Timóteo, em Minas Gerais, Natália Silva construiu uma trajetória marcada por movimentação, velocidade e precisão nos golpes.

Sua evolução no UFC foi acompanhada por vitórias importantes sobre adversárias de alto nível, incluindo Jéssica Andrade, Alexa Grasso e Rose Namajunas.

Em 3 de outubro de 2026, a brasileira alcançou o maior resultado de sua carreira.

No UFC 332, Natália derrotou Wang Cong por decisão unânime após cinco rounds e conquistou o cinturão peso-mosca feminino.

A vitória encerrou a disputa pelo título e consolidou sua posição entre as principais atletas da organização.

De acordo com os registros oficiais do UFC, a campeã possui um cartel de 21 vitórias, cinco derrotas e um empate, além de uma sequência de 15 triunfos consecutivos.

Com o cinturão conquistado, Natália entra em uma nova fase da carreira.

O desafio agora será defender o título contra adversárias que buscam interromper sua sequência de vitórias.

Jasmine Jasudavicius aparece como uma das competidoras interessadas nessa oportunidade.

Natália Silva x Jasmine Jasudavicius: o que mudaria em uma revanche?

Um eventual segundo confronto apresentaria diferenças importantes em relação à luta de 2022.

Na primeira ocasião, Natália conseguiu utilizar sua velocidade e movimentação para manter o combate favorável na trocação.

Jasmine teve dificuldades para impor o clinch e as quedas, aspectos importantes de seu estilo.

Desde então, as duas atletas acumularam experiência em confrontos internacionais.

A canadense demonstrou evolução no controle posicional e na capacidade de neutralizar adversárias com recursos técnicos reconhecidos no grappling.

A brasileira, por sua vez, desenvolveu ainda mais a eficiência ofensiva e a capacidade de administrar diferentes situações de combate.

Sob a perspectiva técnica, uma possível revanche colocaria em oposição duas estratégias.

Natália provavelmente buscaria utilizar movimentação, golpes em diferentes distâncias e defesa de quedas.

Jasmine poderia tentar pressionar, encurtar o espaço e utilizar o wrestling para levar o confronto ao chão.

Essas são possibilidades táticas baseadas nos estilos apresentados pelas atletas, não planos de luta oficialmente divulgados.

O resultado dependeria da preparação e da capacidade de adaptação de cada competidora.

A vitória de Jasmine garante disputa de cinturão?

Apesar do resultado expressivo diante de Erin Blanchfield, Jasmine Jasudavicius ainda não possui uma disputa de título confirmada.

O UFC considera diferentes fatores para definir os próximos desafiantes, incluindo resultados recentes, posição no ranking, disponibilidade e planejamento esportivo.

A vitória sobre uma competidora bem posicionada fortalece a candidatura da canadense, mas não garante automaticamente uma oportunidade pelo cinturão.

Para Natália Silva, a próxima defesa também dependerá de uma definição oficial da organização.

Até o fechamento desta reportagem, não havia anúncio de data, local ou adversária para a primeira defesa do título da brasileira.

Por isso, o eventual reencontro entre Natália e Jasmine deve ser tratado como uma possibilidade esportiva concreta, mas ainda não oficializada.

Jiu-Jitsu e wrestling podem definir uma futura disputa de título

Caso o UFC confirme a revanche, o grappling deverá ocupar papel importante na preparação das duas atletas.

Jasmine demonstrou contra Erin Blanchfield que possui capacidade de impor o jogo de chão mesmo diante de uma adversária tecnicamente reconhecida nessa área.

Natália, por outro lado, já mostrou eficiência na defesa de quedas e na manutenção da luta em pé durante sua passagem pelo UFC.

Esse contraste pode tornar o confronto especialmente interessante.

No MMA moderno, a capacidade de decidir onde uma luta acontece é um dos fatores mais relevantes para a execução de uma estratégia.

Uma atleta com vantagem na trocação precisa administrar a distância e impedir que o adversário transforme o confronto em uma disputa de controle no solo.

Já uma competidora com maior preferência pelo grappling precisa criar oportunidades para aproximar o combate, conquistar quedas e trabalhar em posições favoráveis.

A experiência acumulada desde 2022 pode produzir um cenário diferente daquele observado no primeiro encontro.

O que esperar do futuro de Natália Silva?

Natália Silva chegou ao cinturão peso-mosca do UFC depois de uma trajetória de evolução constante na organização.

A brasileira passou de estreante promissora a campeã mundial e agora se tornou alvo das principais competidoras da divisão.

A vitória de Jasmine Jasudavicius sobre Erin Blanchfield acrescentou mais um nome à discussão sobre a próxima desafiante.

O histórico entre as duas atletas torna a possibilidade de revanche ainda mais interessante.

Em 2022, Natália venceu de forma convincente. Em 2026, Jasmine acredita estar mais preparada para enfrentar a brasileira.

Resta saber se o UFC decidirá transformar esse interesse em uma disputa oficial de cinturão.

O TatameNaWeb seguirá acompanhando a definição da próxima adversária de Natália Silva e as principais notícias do Jiu-Jitsu, grappling e MMA feminino internacional.

Fontes:

UFC — Perfil oficial de Natália Silva

UFC — Entrevista de Jasmine após a vitória

Ag. Fight/UOL — Canadense pede revanche com Natália

UFC — Resultado do primeiro confronto, e