Alice Pereira entra no Top 15 do UFC aos 20 anos e mostra evolução no jogo de chão

Aos 20 anos, Alice Pereira alcançou a 12ª posição do ranking peso-galo do UFC após nocautear Daria Zhelezniakova no UFC Vegas 122. A brasileira impressionou com seu domínio no solo, conquistou um bônus de US$ 100 mil e chegou à segunda vitória consecutiva na organização. Conheça a evolução da Golden Girl.

Após conquistar dois nocautes consecutivos no Ultimate, brasileira chega à 12ª posição do ranking peso-galo. Domínio no solo contra Daria Zhelezniakova evidencia uma nova dimensão de seu MMA.

Alice Pereira no Top 15 do UFC já é realidade. Aos 20 anos, a brasileira alcançou a 12ª posição do ranking peso-galo após derrotar Daria Zhelezniakova por nocaute técnico no UFC Vegas 122, em Las Vegas.

O resultado foi confirmado na atualização do ranking divulgada pelo UFC em 13 de outubro e marcou a chegada de mais uma representante brasileira ao grupo das principais atletas da categoria até 61,2 kg.

Conhecida pelo poder de nocaute, Alice apresentou um desempenho que chamou atenção por outro aspecto: o controle no chão.

Diante da adversária russa, a jovem lutadora combinou pressão em pé, queda, domínio posicional e golpes no solo para construir uma vitória contundente.

A atuação representa um novo capítulo em uma trajetória que começou com uma derrota apertada na estreia no Ultimate e ganhou força com dois triunfos consecutivos por nocaute.

Alice Pereira chega à 12ª posição do ranking do UFC

A entrada de Alice Pereira no ranking peso-galo representa uma conquista importante para uma atleta que estreou no UFC em setembro de 2025, aos 19 anos.

Na ocasião, a brasileira enfrentou Montserrat Rendon e acabou derrotada por decisão dividida, em uma luta equilibrada que evidenciou os desafios de competir no mais alto nível do MMA.

A reação veio em abril de 2026.

Contra Hailey Cowan, Alice conquistou sua primeira vitória no Ultimate ao conectar uma joelhada que encerrou o confronto por nocaute no segundo round.

Seis meses depois, voltou a impressionar.

No UFC Vegas 122, a brasileira superou Daria Zhelezniakova e conquistou sua segunda vitória consecutiva na organização.

O desempenho resultou em sua entrada no grupo das 15 melhores lutadoras da categoria, aparecendo diretamente na 12ª colocação.

Para uma atleta de apenas 20 anos, o resultado reforça o potencial de crescimento em uma divisão que reúne adversárias experientes e competidoras estabelecidas no cenário internacional.

Como Alice Pereira venceu Daria Zhelezniakova?

O confronto aconteceu no dia 10 de outubro, durante o card preliminar do UFC Vegas 122, no Meta Apex, em Las Vegas.

Alice começou impondo pressão e demonstrando disposição para trabalhar na curta distância.

Após as primeiras trocas de golpes, a brasileira levou Daria Zhelezniakova ao chão e passou a controlar as ações por cima.

O domínio permitiu que a atleta encontrasse oportunidades para atacar com golpes contundentes, limitando as tentativas de reação da adversária.

Na parte final do primeiro round, Alice aumentou a intensidade do ground and pound, conectando uma sequência de golpes que provocou um corte significativo na cabeça da russa.

Os danos acumulados impediram a continuidade do confronto.

A luta terminou por nocaute técnico após o encerramento do primeiro round, com interrupção antes do início do segundo assalto.

Resultado oficial: Alice Pereira venceu Daria Zhelezniakova por nocaute técnico, aos 5 minutos do primeiro round, por interrupção após a adversária não apresentar condições de continuar.

A vitória confirmou a segunda sequência de resultados positivos da brasileira no UFC e mostrou que seu repertório ofensivo não depende exclusivamente da trocação em pé.

Evolução no Jiu-Jitsu e no grappling chama atenção

Um dos aspectos mais relevantes da apresentação de Alice Pereira foi sua capacidade de controlar a luta no solo.

A atleta, que possui formação no kickboxing e no sanda, já havia demonstrado poder de nocaute em combates anteriores.

Contra Zhelezniakova, porém, o caminho para a vitória passou também pela combinação entre queda, manutenção de posição e golpes no chão.

Em entrevista à Ag. Fight após o evento, Alice explicou que o trabalho realizado durante o confronto faz parte de sua rotina de treinamentos.

A declaração reforça a importância da preparação em diferentes modalidades para atletas que competem no MMA moderno.

O ground and pound consiste na aplicação de golpes enquanto o adversário está no solo, normalmente a partir de posições de controle. Quando bem executado, permite combinar pressão, limitação de movimentos e ataques para buscar a interrupção do combate.

No caso de Alice, essa estratégia foi determinante.

A brasileira conseguiu reduzir as oportunidades de reação da adversária e transformar uma posição dominante em uma vitória por nocaute técnico.

É importante destacar que uma apresentação não é suficiente para comprovar superioridade técnica em todas as áreas do grappling. Entretanto, o desempenho contra Zhelezniakova mostrou eficiência em um aspecto essencial do MMA: utilizar o controle no chão para criar oportunidades ofensivas.

Para o público do Jiu-Jitsu, a atuação também evidencia como as técnicas de domínio posicional podem ser adaptadas às exigências do combate com golpes.

Brasileira recebe bônus de US$ 100 mil por atuação no UFC Vegas 122

Além da vitória e da entrada no ranking, Alice Pereira conquistou outra recompensa importante.

A organização concedeu à brasileira um dos bônus de Performance da Noite do UFC Vegas 122, no valor de US$ 100 mil.

A premiação reconheceu sua atuação dominante e o encerramento antecipado do combate contra Daria Zhelezniakova.

Outros atletas premiados no evento foram Brendan Allen, Andre Fili e Otari Tanzilovi.

Para Alice, o bônus representa mais um reconhecimento de seu desempenho em uma organização que reúne atletas de diferentes nacionalidades e estilos de luta.

O resultado também ajuda a ampliar sua visibilidade internacional em um momento importante de desenvolvimento profissional.

Quem é Alice Pereira, a Golden Girl do UFC?

Natural de Feira de Santana, na Bahia, Alice Pereira é conhecida pelo apelido de Golden Girl.

A jovem começou a treinar artes marciais em 2022 e iniciou sua carreira profissional no MMA em 2023.

Antes de chegar ao UFC, conquistou o título do evento regional Cage Masters e construiu uma trajetória marcada por vitórias pela via rápida.

Seu histórico inclui formação no sanda, kickboxing e Jiu-Jitsu.

Segundo seu perfil oficial no UFC, Alice conquistou um título regional de sanda na Bahia e foi campeã da Copa Brasil Nordeste de Jiu-Jitsu, tanto na categoria de peso quanto no absoluto.

A atleta também informa possuir graduação de faixa-azul no Jiu-Jitsu.

Embora seja conhecida principalmente pelo striking, essa experiência mostra que o treinamento de solo faz parte de sua formação nas artes marciais.

Sua carreira profissional ganhou projeção rapidamente, culminando na estreia no UFC em setembro de 2025.

Na época, Alice entrou para a história da organização como uma das atletas mais jovens a competir em seu octógono.

Agora, pouco mais de um ano depois, a brasileira já integra o ranking de uma das categorias femininas do Ultimate.

Da derrota na estreia aos dois nocautes consecutivos

A trajetória recente de Alice Pereira oferece um exemplo de adaptação competitiva.

Em setembro de 2025, a brasileira perdeu por decisão dividida para Montserrat Rendon.

O resultado interrompeu sua invencibilidade profissional, mas também marcou seu primeiro contato com o nível de exigência da maior organização de MMA do mundo.

Em abril de 2026, a reação veio com um nocaute sobre Hailey Cowan, conquistado no segundo round.

Em outubro, Alice ampliou a sequência positiva ao derrotar Daria Zhelezniakova após uma apresentação de forte pressão ofensiva e domínio no solo.

A evolução entre esses confrontos não deve ser medida apenas pelos resultados, mas também pela diversidade das ferramentas utilizadas.

Contra Cowan, o momento decisivo veio de uma joelhada na trocação.

Diante de Zhelezniakova, foi o trabalho de controle e golpes no chão que determinou o desfecho.

Essa versatilidade pode representar um diferencial importante à medida que a brasileira enfrentar adversárias cada vez mais experientes.

O que significa entrar no Top 15 do UFC aos 20 anos?

O ranking do UFC funciona como uma referência para organizar as principais competidoras de cada divisão, embora não determine automaticamente os próximos confrontos.

Para Alice Pereira, chegar à 12ª colocação significa passar a integrar oficialmente o grupo de atletas ranqueadas do peso-galo.

A conquista pode proporcionar novos desafios, maior visibilidade e oportunidades de enfrentar adversárias mais bem posicionadas.

Por outro lado, a entrada no ranking também aumenta o nível de exigência.

Nas próximas apresentações, a brasileira poderá encontrar lutadoras com maior experiência em disputas de alto nível e repertórios técnicos mais diversificados.

A capacidade de defender quedas, trabalhar por baixo, controlar posições e manter eficiência na trocação será fundamental para sua evolução.

No momento, ainda não há confirmação oficial de sua próxima adversária.

Alice Pereira representa uma nova geração do MMA brasileiro

Com apenas 20 anos, Alice Pereira já reúne resultados que ajudam a explicar seu destaque no cenário internacional.

A brasileira conquistou duas vitórias consecutivas por nocaute no UFC, recebeu um bônus expressivo de performance e passou a integrar o ranking peso-galo.

Mas talvez o aspecto mais interessante de sua ascensão esteja na capacidade de combinar diferentes fundamentos das artes marciais.

A atleta que inicialmente chamou atenção pela potência de seus golpes também demonstrou eficiência ao utilizar o grappling para neutralizar uma adversária.

O desafio agora será manter a evolução diante das melhores competidoras da divisão.

Para Alice Pereira, a chegada ao Top 15 não representa o fim de uma jornada, mas o início de uma nova etapa na busca por espaço entre os principais nomes do MMA feminino mundial.

O TatameNaWeb seguirá acompanhando os próximos passos da Golden Girl e a participação dos brasileiros nas principais competições internacionais de MMA, Jiu-Jitsu e grappling.

Fontes: