Com mais de 15 anos de história e chegando à sua 138ª edição, Circuito Interior de Jiu-Jitsu Rio Preto recebe inscrições até esta quarta-feira (16); James Garcia espera repetir as grandes marcas de público registradas em Rio Preto
São José do Rio Preto volta a se transformar em um dos principais pontos de encontro do jiu-jitsu do interior paulista neste domingo, 20 de setembro, com mais uma etapa do Circuito Interior de Jiu-Jitsu (CIJJ). E, pelo histórico recente da cidade, a expectativa da organização é de casa cheia — ou melhor, tatames cheios.
As inscrições para a competição terminam nesta quarta-feira (16), às 22h, e o organizador do circuito, James Garcia, acredita que Rio Preto pode novamente proporcionar um dos maiores eventos da temporada.
“Pelo visto iremos repetir a façanha da nossa última competição em Rio Preto e bater o nosso recorde… São José do Rio Preto nunca decepciona”, afirmou James Garcia.
A expectativa não surge por acaso. Em junho de 2025, uma etapa do circuito realizada no Centro Regional de Eventos reuniu mais de 1.300 atletas, representando cerca de 100 cidades, segundo cobertura da Record Rio Preto. Na ocasião, a divulgação prévia do evento chegou a anunciar 1.400 inscritos.
E Rio Preto voltou a apresentar números expressivos neste ano. Em 22 de março de 2026, o município recebeu a 126ª edição do CIJJ, com aproximadamente 1.400 atletas, segundo cobertura publicada após a competição.
Agora, menos de seis meses depois, o circuito retorna à cidade em sua edição de número 138, mostrando também a intensidade do calendário construído pela organização ao longo do ano.
De projeto itinerante a circuito com mais de 140 etapas
Os números ajudam a explicar por que o CIJJ passou a ocupar um espaço importante no calendário competitivo fora da capital paulista.
O Circuito Interior de Jiu-Jitsu surgiu em dezembro de 2010, com sua primeira edição realizada em Piraju, no interior de São Paulo. Segundo dados apresentados pela própria organização, ao final de 2026 o projeto deverá superar 140 edições realizadas em 36 cidades.
A proposta itinerante é justamente um de seus diferenciais.
Em vez de concentrar grandes campeonatos somente nos principais centros, o CIJJ leva sua estrutura para diferentes regiões do estado, passando por cidades como Bauru, Araçatuba, Votuporanga, Marília, Lençóis Paulista, Jaboticabal, Fernandópolis, Avaré, Guararapes e São José do Rio Preto, entre outras.
Somente em 2026, a galeria oficial do circuito registra etapas em Araçatuba, Bauru, Matão, Rio Preto, Avaré, Novo Horizonte, Votuporanga, Santa Cruz do Rio Pardo, Fernandópolis, Lençóis Paulista, Jaboticabal e Guararapes, evidenciando a dimensão territorial alcançada pela competição.
Essa capilaridade também transforma cada etapa em ponto de encontro entre academias que nem sempre conseguem viajar com grandes delegações para campeonatos realizados na capital.
Rio Preto virou uma das principais praças do CIJJ
Dentro dessa trajetória, São José do Rio Preto ganhou protagonismo.
A própria galeria histórica do CIJJ registra competições na cidade pelo menos desde 2018, com novas passagens em 2019, 2020, 2022, 2023, 2024, múltiplas etapas em 2025 e novamente em 2026.
A combinação entre localização regional, grande quantidade de academias e facilidade de acesso para atletas de diferentes cidades ajuda a explicar o tamanho alcançado pelas etapas rio-pretenses.
Na edição de março deste ano, por exemplo, o evento não movimentou apenas atletas locais. Equipes de municípios como Mirassol, Jales, Tupã e Novo Horizonte apareceram posteriormente em notícias e publicações institucionais celebrando resultados conquistados na competição.
Em outras palavras: mais do que reunir competidores em um ginásio, uma etapa desse porte mobiliza dezenas de academias, professores, familiares e projetos esportivos de diferentes municípios.
Competição para crianças, adultos e masters
A etapa de setembro terá disputas desde a categoria Pré-Mirim, destinada a atletas nascidos em 2021 e 2022, passando pelas divisões Mirim, Infantil, Infanto, Juvenil, Adulto e chegando aos Masters. O campeonato também oferece disputas de No-Gi e categorias de Absoluto.
Outra característica é que o atleta não precisa estar filiado a uma federação específica para participar: segundo o regulamento oficial, a inscrição pode ser feita diretamente pelo site do circuito.
Nos absolutos, a organização prevê também premiações em dinheiro. Na faixa-preta masculina, por exemplo, os campeões do absoluto Adulto e Master podem receber até R$ 1.500, obedecidos os critérios de número mínimo de participantes previstos no regulamento. Há ainda premiações femininas, kimonos em algumas divisões juvenis, troféus para equipes e pontuação para o ranking anual.
O CIJJ informa ainda utilizar regras baseadas no padrão CBJJ, com adaptações previstas em seu regulamento, além de placares eletrônicos e arbitragem formada por profissionais de diferentes equipes e regiões.
Um dos diferenciais divulgados pela organização é a transmissão gratuita das lutas de todas as áreas de competição, ampliando o alcance das etapas para quem não consegue acompanhar o evento presencialmente.
Um circuito que ajuda a construir o jiu-jitsu fora dos grandes centros
O crescimento do jiu-jitsu brasileiro passa também por competições regionais capazes de oferecer calendário recorrente.
Para um atleta em formação, especialmente crianças, juvenis e faixas iniciantes, competir regularmente significa adquirir experiência de luta, aprender a controlar ansiedade, entender estratégias de competição e medir sua evolução ao longo da temporada.
Para os professores, circuitos com etapas frequentes permitem trabalhar metas competitivas durante praticamente todo o ano.
E para cidades do interior, receber centenas — e em casos como Rio Preto, mais de mil competidores — significa movimentar não apenas as academias, mas também famílias, transporte, alimentação e todo o ecossistema que acompanha uma grande competição.
É justamente essa combinação entre regularidade, presença regional e volume de atletas que vem colocando o CIJJ em posição de destaque no cenário competitivo do interior de São Paulo.
Uma evidência está fora do próprio discurso da organização: em julho deste ano, a Prefeitura de Fernandópolis classificou o CIJJ como “uma das mais tradicionais competições da modalidade no interior paulista”. Na primeira etapa realizada na cidade, foram 690 atletas de 76 municípios.
Em Avaré, outra estreia do circuito em 2026 reuniu aproximadamente 800 atletas e público total estimado em cerca de 2 mil pessoas, segundo a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.
São números que ajudam a dimensionar o fenômeno.
A hora é de Rio Preto novamente
Neste domingo, a atenção volta para São José do Rio Preto.
A competição será realizada no Centro Regional de Eventos, na Rua Roberto Mange, 510. De acordo com o site oficial, as inscrições terminam nesta quarta-feira, 16 de setembro, às 22h. Os pagamentos podem ser realizados até quinta-feira (17), às 22h, e eventuais correções cadastrais até sexta-feira (18), ao meio-dia.
Os horários das categorias serão divulgados pela organização na quinta-feira.
Agora resta saber até onde Rio Preto conseguirá elevar novamente a régua.
Se depender do retrospecto recente da cidade — e da confiança de James Garcia — a 138ª edição do Circuito Interior de Jiu-Jitsu pode acrescentar mais um capítulo importante à trajetória de uma competição que começou de maneira itinerante no interior de São Paulo e, mais de 15 anos depois, segue levando centenas e até milhares de atletas aos tatames.
E, como resume o próprio organizador:
“São José do Rio Preto nunca decepciona.”
Serviço — Circuito Interior de Jiu-Jitsu | São José do Rio Preto
Evento: Etapa São José do Rio Preto do Circuito Interior de Jiu-Jitsu
Data: domingo, 20 de setembro de 2026
Local: Centro Regional de Eventos
Endereço: Rua Roberto Mange, 510 — São José do Rio Preto/SP
Inscrições: até quarta-feira, 16 de setembro, às 22h
Site oficial: CIJJ — Circuito Interior de Jiu-Jitsu

